ILÓGICOS PROGNÓSTICOS!
Vejo a madrugada roendo-se de
inveja de sua nudez!
E o sol enciumado ante seu sorriso.
Ouço o fragor das nuvens a fugir
invejosas de sua beleza.
Já não me surpreende observar o
DIA batendo palmas em sua homenagem.
O crepúsculo obediente sintoniza
o ritmo à sua vontade.
Escondido nas sombras ele anuncia solenemente
sua chegada.
Feito dama de companhia, a noite
se veste de véus translúcidos.
E tímida pede licença para desfilar após
sua passagem.
Milhões de estrelas iluminam suas
pegadas.
E, solícitas, reverenciam sua majestosa
presença.
Eu – quem sou eu?
Jamais
ousei competir com astros e estrelas! Menos ainda com o seu poder.
Recolho-me,
pois, ao berço de minha timidez!
Uma
estranha voz me diz, no entanto, quão nostálgico será seu porvir.
“Você
findará seus dias na viuvez das almas”.
“Vitima
da própria vaidade, morrerá à míngua - desnutrida de amor”!
Será
a minha recompensa por não tê-la em meus braços.
Lázaro Piunti – ljpiunti@uol.com.br – 25/12/2009.
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