quinta-feira, 15 de novembro de 2012


ILÓGICOS PROGNÓSTICOS!

 

Vejo a madrugada roendo-se de inveja de sua nudez!

E o sol enciumado ante seu sorriso.

Ouço o fragor das nuvens a fugir invejosas de sua beleza.

Já não me surpreende observar o DIA batendo palmas em sua homenagem.

O crepúsculo obediente sintoniza o ritmo à sua vontade.

 Escondido nas sombras ele anuncia solenemente sua chegada.

 

Feito dama de companhia, a noite se veste de véus translúcidos.

       E tímida pede licença para desfilar após sua passagem.

Milhões de estrelas iluminam suas pegadas.

       E, solícitas, reverenciam sua majestosa presença. 

 

Eu – quem sou eu?

Jamais ousei competir com astros e estrelas! Menos ainda com o seu poder.

Recolho-me, pois, ao berço de minha timidez!

Uma estranha voz me diz, no entanto, quão nostálgico será seu porvir.

 

“Você findará seus dias na viuvez das almas”.

“Vitima da própria vaidade, morrerá à míngua - desnutrida de amor”!

 

Será a minha recompensa por não tê-la em meus braços.

 

Lázaro Piunti – ljpiunti@uol.com.br – 25/12/2009.

                               

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