terça-feira, 19 de fevereiro de 2013


A PIPA E A RABIOLA

 

      A pipa é o nosso aluno, a rabiola somos nós educadores e a linha é a informação que trabalhamos com nossos alunos, quanto mais informações o aluno receber e compreender mais alto ele irá subir, para isso é preciso que essa informação seja como a linha da pipa inteira, sem embaraço forte, ou seja, a informação precisa estar sempre interligada sem fragmentos, clara e objetiva, pois se tiver um lugar fraco na linha, com o vento vai arrebentar e sua pipa vai embora e você e seu aluno irão se perder, todas as informações trabalhadas de nada adiantarão.

     Toda pipa é feita para subir, não importa se é bonita ou feia, grande ou pequena, diferente ou comum. Assim também são os alunos todos precisam aprender e não importa sua cor, tamanho, raça, “especial ou normal”. Cabe a cada educador fazer a diferença, pois uma pipa por melhor que seja, se não tiver rabiola não irá subir ou se a rabiola não estiver de acordo, a pipa tentará subir mas ficará rodando até cair. Nós educadores somos como a rabiola, direcionamos nossos alunos e os alertamos quanto aos perigos existentes, mas no ar sempre tem várias pipas cada uma com intenções diferentes e quando percebemos que uma pipa está perto demais da nossa pipa, é hora de tomar uma decisão: afastamo-nos para garantir o pouco que conseguimos ficar no ar ou enfrentamos a pipa adversária correndo os riscos mais ousando e quem sabe conquistar mais uma pipa.

     O educador sempre escolherá a segunda opção, ele sabe que tem muita linha para soltar e não precisa ter medo, receio de ousar, o educador precisa acreditar que é o único capaz de fazer o céu ficar mais belo cheio de “pipas” coloridas e criativas e fazer do mundo um lugar bem melhor.

     Nós educadores precisamos ter a sensibilidade de perceber, que se uma criança sabe escolher a cor, a forma geométrica, quantidades de varetas, o tipo do papel e domina o modo de fazer uma pipa, que é algo tão complexo, pois é preciso ter simetria, precisão, requisitos necessários para que um engenheiro construa um prédio com sucesso, essa criança é capaz de compreender e realizar qualquer outro invento, não somente uma pipa que aos nossos olhos parece algo tão simples.

     Ao realizar uma tarefa como essa, uma criança já tem conhecimento de todas as disciplinas tidas como componentes curriculares: Língua Portuguesa compreende e domina o modo de fazer. Matemática, identifica a quantidade de varetas, tamanho das folhas, espessura da linha. Geometria, a forma da sua pipa preferida, modelo ideal da rabiola. Física, sabe envergar as varetas na forma e medida certa para desafiar o vento. Arte, a escolha das cores, dos desenhos e o capricho como tudo é feito. Ciências, conhecem a posição do vento sem usar nenhum tipo de instrumento científico. Geografia, eles localizam sempre um lugar mais apropriado, de preferência procuram um campo aberto sem fios e árvores para atrapalhar.História, eles sempre tem uma boa para contar e justificar onde e como surgiu o modelo de pipa que mais gostam de soltar. Educação Física, ela está em primeiro lugar, pois preparo físico que eles tem para ficar em pé o dia todo e quando for preciso para correr atrás das pipas que arrebentam, é de dar inveja em muitos atletas. Língua Estrangeira, ainda desenvolvem uma segunda língua um dialeto que só eles reconhecem.

Educador quando você olha para uma pipa você vê todas essas Competências ou simplesmente uma pipa?

Quando você olha para um aluno observa nele todas essas habilidades necessárias para fazer uma pipa ou simplesmente você vê um aluno?

    É hora de rever os conceitos, quebrar os paradigmas, tomar posse da profissão que escolhemos e não ter medo de ousar.

     “Toda vez que você vê uma pipa no ar lembre-se que algum educador fez a diferença para aquela criança”.

Elma Ferreira do Nascimento Ferrari

Pedagoga com especialização em Psicopedagogia e Educação Especial. (pertenceu a Rede de Ensino de Iperó)

 


Boituva 2008

quinta-feira, 15 de novembro de 2012


ILÓGICOS PROGNÓSTICOS!

 

Vejo a madrugada roendo-se de inveja de sua nudez!

E o sol enciumado ante seu sorriso.

Ouço o fragor das nuvens a fugir invejosas de sua beleza.

Já não me surpreende observar o DIA batendo palmas em sua homenagem.

O crepúsculo obediente sintoniza o ritmo à sua vontade.

 Escondido nas sombras ele anuncia solenemente sua chegada.

 

Feito dama de companhia, a noite se veste de véus translúcidos.

       E tímida pede licença para desfilar após sua passagem.

Milhões de estrelas iluminam suas pegadas.

       E, solícitas, reverenciam sua majestosa presença. 

 

Eu – quem sou eu?

Jamais ousei competir com astros e estrelas! Menos ainda com o seu poder.

Recolho-me, pois, ao berço de minha timidez!

Uma estranha voz me diz, no entanto, quão nostálgico será seu porvir.

 

“Você findará seus dias na viuvez das almas”.

“Vitima da própria vaidade, morrerá à míngua - desnutrida de amor”!

 

Será a minha recompensa por não tê-la em meus braços.

 

Lázaro Piunti – ljpiunti@uol.com.br – 25/12/2009.

                               

PEDIR  e CONFIAR!
 

Quando nuvens brumosas toldarem o céu de nossas vidas;

Nas vezes e circunstâncias em que o desânimo pairar sobre nós;

Em ocasiões aparentemente incontornáveis face ao domínio da aflição crescente;

Dobremos os joelhos!

E elevemos o pensamento a Deus pedindo a indicação do caminho!

Não busquemos explicações!

Não façamos cobranças e tampouco perguntas motivadas pela revolta.

Filho que ama o pai e nele confia, pede e espera!

E o pai verdadeiro jamais decepciona!

Deus é Pai! Deus é Mãe! Pai e Mãe!

Roguemos serenamente  as bênçãos da redenção!

 

                                       Lázaro iunti – ljpiunti@uol.com.br – 14-11-2012.

 

 

 

domingo, 11 de novembro de 2012

 “ A JARDINEIRA”

 

Já aconteceu com você de entender errado a letra de alguma música,  decorar a dita cuja e ocupar sua imaginação com cenas improváveis  relativas a ela?  

Muito já se escreveu  sobre isso,  mas o assunto não se esgota. Comigo não foi diferente. Fui vítima da marchinha de carnaval   “A jardineira”. Lá vai um trecho:

 
“_ Ó jardineira, por que estás tão triste?

Mas o que foi que te aconteceu:

 - Foi a camélia que caiu do galho,

deu dois suspiros e depois morreu.”

 
Passei a infância ouvindo a música e desde logo fui tratando de interpretar a narrativa:  

Não sei por quais cargas d’agua, meu pai chamava ônibus de jardineira. Assim na minha cabecinha infantil lá vinha  um grande coletivo da Viação São Jorge – linha Iperó/Boituva -   trazendo  no peito uma grande tristeza  por conta do ocorrido com uma mocinha chamada  Carmela, vítima fatal de um grave acidente.


Bom, naquela época eu tinha menos temor da morte em si do que da figura do morto. Então não me era agradável pensar naquela figura feminina  tragicamente acidentada,  em curta agonia, caída em alguma calçada. E o tal do galho me encasquetava. O que uma  mocinha  de nome pouco usual fazia pendurada num galho de arvore? 

 Um dia, não agüentando a dúvida, indaguei meu pai. Ele riu da minha confusão e me explicou que se tratava simplesmente de uma florzinha que havia se desprendido de seu canteiro, também chamado jardineira!


Resolveu a questão? Que nada, alguém aí se lembra da Bruxa do Norte, do “Mágico de Oz”?   Eu sempre tive medo de bruxas e ainda assim achei o final daquela  especialmente apavorante:  transformada em flor e pisoteada pela multidão incontrolável. Um linchamento, eis tudo. 

Voltando à marchinha, seu final não  me consolava:

“Vem  jardineira, vem meu amor

Não fiques triste que este mundo é todo seu

Tu és muito mais bonita

Que a camélia que morreu.”

Ao fim e ao cabo, pouco me importava o destino do São Jorge ou  das demais camélias que habitavam aquela jardineira (suspensa em grande altura, diga-se).  Sempre fico triste pensando se mais alguém  pranteou a florzinha morta...
 
Cristina Sônego

 

                  SABEDORIA DO ANTANHO

                                         X

                   CONQUISTADORES ÉPICOS

 

Está para ser programada a maior disputa de todos os tempos.

Revivendo o passado longínquo, duas legendárias escolas se defrontarão.


SABEDORIA (conhecida como Pensamento), está definida.
Eis seu fantástico elenco: 

Sêneca

Sócrates e Platão.

Demóstenes, Aristóteles e Homero.

Isaías, Cícero, Nicodemos, Saulo e Agostinho de Ipona.

 

CONQUISTADORES ÉPICOS (Heróis imortais). 

Relação dos seus valorosos integrantes: 

Ulisses

Clito e Filotas.

Menon, César Augusto e Artaxerxes.

Parmênio, Leônidas, Alexandre Magno, Aníbal e Spartacus. 

Em alguma galáxia, muito distante da mediocridade terrena, se apresentarão os contendores, com a melhor de suas performances.

                                  LaJoPi

                         XVIII V MMIX

 

 

SACERDOTE VIRTUOSO E COERENTE!

 Escondido em sua simplicidade santa, na graciosa cidade de IPERÓ, descobri a figura de um homem de Deus!
 
 Sacerdote por vocação, homem lúcido, inteligência privilegiada, autêntico arsenal de conhecimento e sapiência, assim se pode definir o PADRE ANTÔNIO CALIXTO MARTINS. Sua vida se confunde com a História da hospitaleira cidade paulista. É biblioteca viva da comunidade!

A sua contribuição cultural para a criação da nossa ALI – Academia de Letras de Iperó – foi decisiva. Por isso mesmo a homenagem unanime dos fundadores, batizando a Cadeira número 1 com o seu nome e o elegendo seu primeiro titular.

Neste onze de novembro de dois mil e doze nosso confrade festeja idade nova. E todos nós, associando-nos à população iperoense, jubilosamente o abraçamos.
 
Ao longo dos tempos Padre Calixto se ocupa das almas e também do florescimento sócio cultural de sua gente. É o autor da expressão esculpida no brasão do Município. A frase VITAM IMPENDERE VERO  - CONSAGRAR A VIDA À VERDADE - também é divisa do nosso sodalício. Em realidade traduz a própria vida do estimado sacerdote. Pois outra não tem sido a jornada desse jovem nascido no sul catarinense no memorável dia 11 de novembro de 1928.
 
Parabéns, Padre Calixto! Sua presença entre nós é dádiva de Deus e aELE rogamos pela sua permanência conosco. Até 2013, 2014, 2018, 2020, 2032. No mínimo!
 
Lázaro José Piunti Cadeira 12 - Patrono: Antoine Saint Exupéry

sábado, 10 de novembro de 2012


Queridos amigos,

Tanto sonhei em fazer parte desta distinta Academia. E quando finalmente recebo o honroso convite, não posso estar presente. Mas o motivo é nobre, um compromisso também ímpar com a pós-graduação, agendado há meses. Acredito que a busca pelo conhecimento seja um dos pilares da ALI, assim sendo, perdoem minha ausência.

“Acho a velocidade um prazer de cretinos. Ainda conservo o deleite dos bondes que não chegam nunca”, Nelson Rodrigues.

O tempo de vida que nos é dado é o mesmo para todos. Aproveitando-o, cada um ao seu modo, as horas tornam-se dias passados em meses de anos esquecidos, postergados pela pressa do cotidiano. Cartas não escritas, ligações não feitas, desejos não realizados por frases não ditas.

E percebe-se que aquele papo careta de “a vida passa rápido” é verdade. Então aceleramos em busca de mais vida, quando na verdade a riqueza da felicidade está num café da tarde despretensioso com a família, numa troca de olhar ou em um cheiro de infância.

Toda vez que sinto o cheiro de uvaia volto no corpo daquele menino de braço quebrado e joelho ralado que corria pela Rua São Bento. Aquele mesmo menino que foi coroinha com nosso aniversariante, PE. Calixto. Reflitam: o aniversário é a data em que todo mal se acaba e todo bem se renova!

E assim, a Academia não é apenas um núcleo fomentador de cultura, a ALI é a reflexão da nossa sociedade, a memória viva do iperoense, é a responsabilidade de se erguer diante do passado, de refletir e não de apenas aceitar.

Aceito o convite com força e honra. Deixo aqui meus votos e compromisso de trabalho e alegria para todos os imortais.

Abraços,
LG