sábado, 17 de abril de 2010

18 de Abril - Dia Nacional do Livro Infantil

Caixa mágica de surpresa
Poema de Elias José

Um livro
é uma beleza,
é caixa mágica
só de surpresa.

Um livro
parece mudo,
Mas nele a gente
descobre tudo.

Um livro
tem asas
longas e leves
que, de repente,
levam a gente
longe, longe

Um livro
é parque de diversões
cheio de sonhos coloridos,
cheio de doces sortidos,
cheio de luzes e balões.

Um livro é uma floresta
com folhas e flores
e bichos e cores.
É mesmo uma festa,
um baú de feiticeiro,
um navio pirata do mar,
um foguete perdido no ar,
É amigo e companheiro.

MONTEIRO LOBATO



"Um país se faz com homens e livros"


José Bento Monteiro Lobato nasceu em 18 de abril de 1882, em Taubaté, no Vale do Paraíba. Estreou no mundo das letras com pequenos contos para os jornais estudantis dos colégios Kennedy e Paulista. No curso de Direito da Faculdade do Largo São Francisco, em São Paulo, dividiu-se entre suas principais paixões: escrever e desenhar. Colaborou em publicações dos alunos, vencendo um concurso literário, promovido em 1904 pelo Centro Acadêmico XI de Agosto.
Morou na república do Minarete, liderou o grupo de colegas que formou o "Cenáculo" e mandou artigos para um jornalzinho de Pindamonhangaba, cujo título era o mesmo daquela república de estudantes. Nessa fase de sua formação, Lobato realizou as leituras básicas e entrou em contato com a obra do filósofo alemão Nietzsche, cujo pensamento o guiaria vida afora.
Viveu um tempo como fazendeiro e foi editor de sucesso. Mas foi como escritor infantil que Lobato despertou para o mundo em 1917. Escreveu, nesse período, sua primeira história infantil, "A menina do narizinho arrebitado". Com capa e desenhos de Voltolino, famoso ilustrador da época, o livrinho, lançado no natal de 1920, fez o maior sucesso. Dali nasceram outros episódios, tendo sempre como personagens Dona Benta, Pedrinho, Narizinho, Tia Nastácia e, é claro, Emília, a boneca mais esperta do planeta.
Insatisfeito com as traduções de livros europeus para crianças, ele criou aventuras com figuras bem brasileiras, recuperando costumes da roça e lendas do folclore nacional. E fez mais: misturou todos eles com elementos da literatura universal da mitologia grega, dos quadrinhos e do cinema.
No Sítio do Picapau Amarelo, Peter Pan brinca com o Gato Félix, enquanto o Saci ensina truques a Chapeuzinho Vermelho no país das maravilhas de Alice. Mas Monteiro Lobato também fez questão de transmitir conhecimentos e ideias em livros que falam de história, geografia e matemática, tornando-se pioneiro na literatura paradidática - aquela em que se aprende brincando.
Trabalhando a todo vapor, Lobato teve que enfrentar uma série de obstáculos. Primeiro, foi a Revolução dos Tenentes que, em julho de 1924, paralisou as atividades da sua empresa durante dois meses, causando grande prejuízo. Seguiu-se uma inesperada seca, obrigando a um corte no fornecimento de energia. O maquinário gráfico só podia funcionar dois dias por semana.
E, numa brusca mudança na política econômica, Arthur Bernardes desvalorizou a moeda e suspendeu o redesconto de títulos pelo Banco do Brasil. A consequência foi um enorme rombo financeiro e muitas dívidas. Só restou uma alternativa a Lobato: pedir a falência, apresentada em julho de 1925. O que não significou o fim de seu ambicioso projeto editorial, pois ele já se preparava para criar outra empresa.
Assim surgiu a Companhia Editora Nacional. Sua produção incluía livros de todos os gêneros, entre eles traduções de Hans Staden e Jean de Léry, viajantes europeus que andaram pelo Brasil no século XVI. Lobato recobrou o antigo prestígio, reimprimindo na empresa sua marca inconfundível: livros bem impressos, com projetos gráficos apurados e enorme sucesso de público.
Sofreu perseguições políticas na época da ditadura, porém conseguiu exílio político em Buenos Aires. Lobato estava em liberdade, mas enfrentava uma das fases mais difíceis da sua vida. Perdeu Edgar, o filho mais velho, e presenciou o processo de liquidação das companhias que fundou e, o que foi pior, sofreu com a censura e a atmosfera asfixiante da ditadura de Getúlio Vargas.
Partiu para a Argentina, após se associar à Brasiliense e editar suas "Obras Completas", com mais de dez mil páginas, em trinta volumes das séries adultas e infantis. Regressou de Buenos Aires em maio de 1947, para encontrar o país às voltas com situações conflituosas do governo Dutra. Indignado, escreveu "Zé Brasil".
No livro, o velho "Jeca Tatu", preguiçoso incorrigível, que Lobato depois descobriu vítima da miséria, vira um trabalhador rural sem terra. Se antes o caipira lobatiano lutava contra doenças endêmicas, agora tinha no latifúndio e na distribuição injusta da propriedade rural seu pior inimigo. Os personagens prosseguiam na luta. Porém, seu criador já estava cansado de tantas batalhas. Monteiro Lobato sofreu dois espasmos cerebrais e, no dia 4 de julho de 1948, virou "gás inteligente" - o modo como costumava definir a morte.
Monteiro Lobato foi-se aos 66 anos de idade, deixando uma imensa obra para crianças, jovens e adultos e o exemplo de quem passou a existência sob a marca do inconformismo.

Fonte: http://www.lobato.com.br/

Fonte: www.velhosamigos.com.br/DatasEspeciais/dialivro.html

Créditos adicionais: Maria Lourdes Micaldas

Eliane Rodrigues Dionísio
Academia de Letras de Iperó - Cadeira 09 - Patrono: Elias José

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Iperó: história, cultura e progresso!

No mundo há os que só falam. E muitos que só criticam.
Uns poucos realizam!
Estes, sem dúvida, fazem a História.

Atrevo-me, embora alienígena, a cantar parabéns à simpática Iperó, ao ensejo dos seus 45 anos de emancipação. Tenho acompanhado menos como vizinho e mais como cidadão, as lutas do seu povo e a força diligente dos seus governantes. Pequena comunidade localizada no sudeste brasileiro, a oeste da capital paulista, Iperó foi plasmada nas convicções dos seus ancestrais, celebrizada nos ideais do seu filho maior, o historiador Francisco Adolfo Varnhagen - Visconde de Porto Seguro.
Sem perder sua vocação rural, atualmente a cidade se moderniza. Adquire ares de desenvolvimento planejado, propiciando qualidade de vida compatível aos sonhos e esperanças de sua boa gente.
Por vezes escapa à observação das pessoas, entregues à faina abençoada do trabalho e vivenciando os desafios do cotidiano, as mutações do cenário da sua própria Terra. Fato comum, a não diminuir absolutamente o conteúdo de amor devotado à urbe.
A gestão pública de compromisso e larga visão de governabilidade implementada pelo Executivo são visíveis e rompe fronteiras. O respaldo às suas ações consignado pelo talentoso Legislativo – caixa de ressonância dos anseios populares – edifica o binômio de progresso e desenvolvimento. À par da atenção primária devotada à promoção sócio humana, nota-se o firme crescimento econômico. E na esteira de suas realizações, a cultura galhardamente viceja. Não por acaso, exatamente um ano atrás, nascia a Academia de Letras de Iperó, honrada em sua composição com a figura ímpar e virtuosa do Padre Antonio Calixto Martins - luminosa dádiva dos céus a clarear os caminhos da cultura iperoense.
Na singeleza desta mensagem ofereço o meu carinhoso amplexo à cidade aniversariante.
Parabéns, jovem Iperó, berço de brasilidade e dignidade!

Lázaro Piunti
Academia de Letras de Iperó – Cadeira 12 – Patrono: Saint Exupéry

O papel da Academia

Concebida do sonho idealista do filósofo PLATÃO 387 anos antes de Cristo no jardim de AKADEMOS, periferia de Atenas, a Academia assim designada formulou o pensamento clássico da criação das futuras universidades.
A Academia não constrói escolas. Mas edifica o conhecimento.
Não lhe cabe erguer cidades, tampouco se apresta a higienização dos esgotos urbanos. Porém, repousa em si mesma a autoridade de propor à cidadania a desobstrução dos canais da ignorância. Cumpre à Academia exercer o sagrado ofício da sapiência. Em sua liturgia, coerente ao pensamento do discípulo de Sócrates, preconiza a libertação do homem das poderosas e invisíveis formas de dominação que o escravizam desde longevos tempos.
Romper com os grilhões do servilismo cultural é da essência acadêmica, na universalidade dos seus dogmas. É a figura do magistrado em pé – cumprindo ir além da vigilância na preservação dos idiomas clássicos das gentes e o registro histórico de sua origem. A Academia almeja a transcendência do belo. Os valores por vezes são mutilados, mas a cultura permanece. Alternam-se seus domicílios. Tem moradia nos livros, habita bibliotecas, os murais serviram como endereço. Incólume à ação do tempo, pernoitou nas cavernas em pétreas inscrições.
A Academia é guardiã da história sócio-humana, galáxia imune aos títeres e aos múltiplos sistemas e regimes. Nutre-se do pensamento – e, sendo livre, por sua vez se alimenta do conhecimento e o expressa de várias formas, inclusive dialética.
Os membros de uma Academia, controversos denominados imortais, em verdade são mensageiros da imortalidade das idéias. Feliz a urbe que acolhe e estimula o fincamento de uma Academia em suas plagas! Seu povo crescerá culturalmente à sombra da feliz cidade, comungando perenemente da felicidade.


Lázaro José Piunti - (abril-2009) – ljpiunti@uol.com.br

Academia Cristã de Letras (SP) - Cadeira 13 – Miguel Couto
Academia de Letras de Araçariguama e Região – Cadeira 5 – Luther King
Academia Saltense de Letras – Cadeira 14 - Castro Alves
Academia de Letras de Iperó – Cadeira 12 - Saint Exupéry