A Academia Brasileira de Letras acaba de praticar uma iniqüidade cultural.
Em linguagem futebolística, foi um gol contra.
Os imortais da ABL concederam a histórica medalha “Machado de Assis”, ao boleiro “Ronaldinho Gaúcho”.
Quais os méritos literários do homenageado? Ao que consta, a motivação deriva do fato dele envergar – sem brilho – a jaqueta de um grande clube carioca. Por acaso, é uma associação desportiva que mesmo reunindo o maior número de adeptos no Brasil, sequer conseguiu construir estádio próprio, em sua marcha centenária. Mas esse é outro assunto.
Que o Flamengo tem força política é indiscutível.
Mesmo na condição de devedor contumaz da previdência social, se beneficiou por décadas de recursos públicos, mediante propaganda da Petrobrás em seu uniforme. É vedado a inadimplente junto à União o gozo de benefícios da espécie (Lei de Responsabilidade Fiscal).
Ora, se o Flamengo obtinha até recentemente vantagens oficiais, mesmo inadimplente, fácil seria sensibilizar a Academia Brasileira de Letras.
Em síntese, simplesmente ridícula a outorga da medalha. Machado de Assis não merecia essa desfeita.
Proclame-se, pelo menos, a verdade confessada pelo recipendiário ao agradecer aos nobres confrades do contubérnio. Entre uma garfada e outra no lauto almoço a ele oferecido, Ronaldinho foi humilde ao dizer que a partir de agora se sentirá estimulado a ler.
A legendária ABL recebe generosos recursos do governo. Não tem o direito de praticar tamanha heresia. Mas que esperar de um País em que o MEC (Ministério dos Erros Ortográficos), brinca com coisa séria?
Sugiro como alternativa seja entupida a caixa de e-mails do conspícuo sodalício, de mensagens de protesto. Cívicos, porém ácidos.
Eis o endereço eletrônico: (academia@academia.org.br). O presidente atual é o imortal Marcos Vinicius Villaça!
Em linguagem futebolística, foi um gol contra.
Os imortais da ABL concederam a histórica medalha “Machado de Assis”, ao boleiro “Ronaldinho Gaúcho”.
Quais os méritos literários do homenageado? Ao que consta, a motivação deriva do fato dele envergar – sem brilho – a jaqueta de um grande clube carioca. Por acaso, é uma associação desportiva que mesmo reunindo o maior número de adeptos no Brasil, sequer conseguiu construir estádio próprio, em sua marcha centenária. Mas esse é outro assunto.
Que o Flamengo tem força política é indiscutível.
Mesmo na condição de devedor contumaz da previdência social, se beneficiou por décadas de recursos públicos, mediante propaganda da Petrobrás em seu uniforme. É vedado a inadimplente junto à União o gozo de benefícios da espécie (Lei de Responsabilidade Fiscal).
Ora, se o Flamengo obtinha até recentemente vantagens oficiais, mesmo inadimplente, fácil seria sensibilizar a Academia Brasileira de Letras.
Em síntese, simplesmente ridícula a outorga da medalha. Machado de Assis não merecia essa desfeita.
Proclame-se, pelo menos, a verdade confessada pelo recipendiário ao agradecer aos nobres confrades do contubérnio. Entre uma garfada e outra no lauto almoço a ele oferecido, Ronaldinho foi humilde ao dizer que a partir de agora se sentirá estimulado a ler.
A legendária ABL recebe generosos recursos do governo. Não tem o direito de praticar tamanha heresia. Mas que esperar de um País em que o MEC (Ministério dos Erros Ortográficos), brinca com coisa séria?
Sugiro como alternativa seja entupida a caixa de e-mails do conspícuo sodalício, de mensagens de protesto. Cívicos, porém ácidos.
Eis o endereço eletrônico: (academia@academia.org.br). O presidente atual é o imortal Marcos Vinicius Villaça!
Lázaro Piunti – Academia de Letras de Iperó